Adolescente é tudo igual?

Adolescente é tudo igual?

“Nossa juventude adora o luxo, é mal-educada, caçoa da autoridade e não tem o menor respeito pelos mais velhos. Nossos filhos, hoje, são verdadeiros tiranos. Eles não se levantam quando uma pessoa idosa entra, respondem a seus pais e são simplesmente maus.” Sócrates 470-399 a.C.

Afinal, seriam todos: mal- educados, que não dão valor ao suor dos pais, investindo nada ou quase nada nos estudos? Incapazes de arrumar a própria cama? Não respeitam os mais velhos e se recusam a obedecer a regras? Gritam demais e são preguiçosos? Desinteressados nos acontecimentos do mundo? Caçoam dos professores e são capazes de cometer maldades? Chantageiam e fraudam para conseguir o que querem? Ou sofrem calados, estão isolados, sofrendo por algum motivo que até mesmo eles desconhecem?

E se forem mesmo assim, todos iguais, de quem é a responsabilidade?

A culpa é dos pais? Do sistema? Da política? Da Igreja? Dos professores? Dos hormônios? Do mundo moderno?

Por que são assim? Por que fomos assim? O que fazer para trazer mais calmaria nessa correnteza de transformações que os tornam reativos, isolados ou tristes?

As respostas podem ser muitas e variadas, dependendo obviamente de cada indivíduo e seu contexto. É possível investigar caso a caso, acompanhar terapeuticamente esses jovens (sobretudo se há realmente uma patologia severa identificada). Mas, talvez haja uma forma de ajudá-los a passar por toda essa estrada esburacada e cheia de perigos, chamada adolescência.

A Educação é uma ciência. E a Ciência é “um conjunto de conhecimentos empíricos, teóricos e práticos sobre a natureza”… Mas ela é impermanente. E diante de alguns desafios da educação, vai prevalecer o olhar ao indivíduo. Mas, e se esse indivíduo conseguir olhar para si mesmo? Se ele conseguir se entender a tal ponto de conceder-se sua própria transformação?

E, se juntarmos o pensamento analítico e um coração aberto? Uma mente criativa e um despertar para a realidade?

No mundo houve, há e haverá milhares de adolescentes e jovens que fizeram história. Seu filho pode ser mais um. Não que você deva projetar nele um prêmio Nobel, mas… Quem saberá?

Não precisa ter rótulo para embarcar nessa vivência (ser rebelde ou ser bonzinho, problemático ou obediente). Apenas desejar que seu filho encontre sua paz, sua autonomia e seu próprio amor para seguir em frente e abrir a sua própria trilha.

DramaSofia entra em cena e sua tarefa é ajudar na travessia.

2 thoughts on “Adolescente é tudo igual?

  1. Celina Pereira dos Santos Lopes says:

    Andrea!
    Parabéns pelo trabalho, são os desafios que nos fortalece e é na inquietação que desbravando nossos limites.
    A adolescência é um campo minado de energia sussurrando por um olhar pela escuta surda e sega dos seus sentimentos, sentimentos estes que rastejam e ao mesmo tempo saltam alto em busca de estratégias de sobrevivência ou somente da escuta do grito que pede o abraço do mundo que não o vê ou que finge não vê , não ouvir a necessidade pura e simples de viver e ser feliz.
    Que o seu trabalho seja a janela, a porta a Ponte para eles.
    Boa sorte.

    • Andrea Wanger says:

      Querida Celina,

      Gratidão por seu comentário tão poético acerca deste tema. Por longos anos a adolescência foi ignorada, subestimada, rotulada com adjetivos desagradáveis. Sempre bom contar com essa vibração de cuidado e respeito com essa fase tão linda, mágica e que pode de fato ser a grande porta de mudança da humanidade.
      Um beijo na alma.

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