Filosofia. Por que? 

Filosofia. Por que?        

Não tive o privilégio de estudar Filosofia quando freqüentava a escola, na Educação Básica. Era um tempo de censura, de governo militar, de educação “moral e cívica”. Regras, obediência, punições severas e muita opressão. Grades invisíveis. A educação como mediadora da ordem, reprimindo, enquadrando, determinando o certo e o errado.

Meu primeiro contato com a filosofia foi na Universidade e já, de cara, uma paixão.

Fico em estado de gratidão permanente por esse “acaso” ter invadido a minha vida. Sem contar que eu já estava de “casamento marcado” com o Teatro. Foi um renascimento! Foi minha mente se abrindo para algo extraordinário! Uma vitória de podium, com taça dourada e champagne transbordando, se assim posso, metaforicamente, ilustrar.

A paixão pelo conhecimento e por pensar de uma forma reveladora acerca de  tudo, entendendo o que não entendia, aceitando o que não aceitava, desafiando meus medos, encorajando minhas próprias decisões…

Fico muito feliz em ver a Filosofia entrando pela porta da frente na vida das pessoas, ainda que lentamente. Sendo considerada essencial na formação da honra, das atitudes e da enorme contribuição social que ela causa em efeito dominó. A desmistificação de que a Filosofia era para pessoas muito inteligentes e intelectualizadas… Não! Nossa mente tem uma infinita capacidade de reflexão! O pensar analítico apenas necessita ser despertado e sim, tudo, ou pelo menos muito de tudo, pode mudar, e para melhor!

Encontrar na sabedoria o entusiasmo pela vida, pela aprendizagem. Tornar-se parceiro do conhecimento e amante de Sofia (sabedoria), enfrentando o desconhecido com pensamento analítico, com questões intrigantes, com crítica e investigação acerca do mundo. Isso torna os homens mais humanos, a vida mais aceitável, o futuro mais esperançoso.

Filosofia e Teatro? Que maravilha poder analisar, relacionar, experienciar diferentes identidades, ativar o poder criativo, o olhar para si e a empatia para o outro, humanizar os relacionamentos e as redes que pertencemos…

É delírio da alegria e do conhecimento, alterando toda composição química de nosso corpo. Promovendo um encontro com a consciência e resultando em um ser mais feliz.

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